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Esse blog reúne artigos de conteúdo sobre a arte do sapateado americano. Para VISUALIZAR A LISTA com todos os artigos postados, digite "lista de artigos" na caixa "buscar". Se quiser publicar um artigo, entre em contato comigo via e-mail. Boa leitura

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Terra Blog

Categoria: biografias

22.08.06

Pioneiros no Brasil: Gualter Silva

O professor Gualter Silva

Nascido em Minas Gerais, veio cedo para o Rio de Janeiro. Aos 14 anos, assumindo seu amor pela dança, resolveu ser dançarino. Autoditada, mas com muita dedicação e talento, foi contratado por um conjunto americano em 1936, os “Black Stars”, que ensinaram-lhe os segredos do sapateado. Fazia dupla com sua irmã Ina e dançava em cassinos: Urca, Quitandinha, Guarujá, Mar Del Plata, .... Participou de excursões para Portugal e Espanha. Durante a segunda guerra a dupla foi convidada para fazer shows para entreter os combatentes nas bases militares. Numa dessas ocasiões sapateou com ninguém menos que a Orquestra de Glenn Miller. Tomou parte em diversos filmes nacionais, entre eles Este mundo é um pandeiro, com Oscarito e Grande Otelo.

O professor Gualter lecionou em São Paulo, nas academias de René Gumiel, Yolanda Verdier, Cisne Negro, Stagium e Nice Leite. No interior, deu aulas em Bauru, Taubaté, Jundiaí, Ribeirão Preto e Araraquara.

Era uma pessoa humilde e simples, querido por seus muitos alunos. Seu legado continua hoje, tendo tido como “filhos artísticos” as professoras Kika Sampaio e Marchina, ambas donas de academias em São Paulo e responsáveis em grande parte pela popularização do sapateado no estado.


Foto: Gualter Silva e sua irmã Ina

PS: Agradeço a Leonice Borges Piovani, de Araraquara, SP, para o material que permitiu a redação desse artigo.

"O professor Gualter Silva trabalhou na Academia de ballet "Art Dance" em Araraquara (SP) sob a direção da professora Leonice Borges Piovani, de 1979 a 1988, 9 anos portanto, ministrando com muito amor e dedicação. Era, além de excelente profissional, um ser humano maravilhoso, humilde, carismático, que, saindo de Araraquara por motivo de mudança para o Rio de Janeiro, deixou um vazio e muita saudade. Uma de nossas salas de aula tem seu nome. "

  • criado por  Steven Harper criado por Steven Harper
  • Postado em 19:30:36

20.08.06

Pioneiros no Brasil: Carlos Cunha

 

Há mais de setenta anos (decada de 1930) se começava a praticar sapateado americano no Rio Grande do Sul. Nas comemorações do centenário da Revolução Farroupilha, vinte de setembro de 1935, um quinteto norte-americano de sapateadores foi convidado para se apresentar na inauguração do Cassino Farroupilha. Carlos Cunha, professor de danças de salão que julgava um concurso de tango na mesma ocasião, não se afastaria mais do sapateado. Nos camarins do cassino, Cunha conversou com os sapateadores que aceitaram ensinar sua técnica ao professor durante o tempo que ficaram em Porto Alegre. Um deles, Willie Thompson, permaneceu por mais tempo, criando com Carlos Cunha a primeira Escola de Sapateado de Porto Alegre.
Na década de quarenta Cunha e seus alunos como Astrogildo Jardim, Luis Borher e outros fizeram inúmeras apresentações pelos palcos dos Cine Teatros mais importantes do Estado.

Na década de setenta alguns amigos do filho de Carlos Cunha pedem para o sapateador Ihes dar aulas de sapateado. O professor, que na época não ensinava mais sapateado na sua escola , aceitou . Entre os rapazes estava João Cypriano Ávila , que pratica sapateado ainda nos dias de hoje.

Apesar do sapateado ter começado no estado antes do que se imagina, o trabalho dos pioneiros não teve seguidores.

Nas décadas de setenta e oitenta, surgiram outros sapateadores no Rio Grande do Sul, mas a maioria deles foi buscar conhecimentos ou aprimorar suas técnicas no exterior ou no eixo Rio-São Paulo. É o caso de Eugênia Kinller, Viviane Smanioto e Rosângela Pereira. Nos anos seguintes o sapateado ganharia novos adeptos, entre eles Heloisa Bertoli, Lourdes Dall'Onder e Claudete Ruschel.

Artigo escrito e fotos fornecidas por Glenda Duarte.
(Use sempre créditos se for reproduzir esse texto, em parte ou na sua totalidade).


"Curso de danças modernas e sapateado americano"
Direção dos professores Carlos Cunha e Willie Thompson


Carlos Cunha, Willie Thompson e  ??
1929


"Willie Thompson, o melhor sapateador americano"


Cartaz do Cine-Teatro Ypiranga, 7 de dezembro de 1938
Detalhe: "...o professor Carlos Cunha e Ruy Bohrer, com seus sapateados"

 

  • criado por  Steven Harper criado por Steven Harper
  • Postado em 18:24:02

A respeito de Bojanges

categorias: historia, biografias

Cada ano, dia 25 de maio, sapateadores do mundo inteiro comemoram o aniversário de Bill Robinson, ou Bojangles, como era chamado. O congresso dos Estados Unidos oficializou a data como o National Tap Dance Day, que virou internacional com a extensão das celebrações a outros países. A data não foi escolhida à toa: Bojangles era um símbolo, uma referência, um monumento de habilidade e talento. Sozinho, trilhou seu caminho, superando a competição e as barreiras do racismo institucionalizado, para se tornar a maior estrela negra da época.

Hoje, poucos dimensionam sua contribuição na historia e no desenvolvimento do sapateado. Para muitos, Bojangles é apenas “aquele velhinho que dança com a menina Shirley Temple”. Alias, para a nova geração, Bill Robinson é tristemente desconhecido.

Nasceu em 1878 em Richmond, Virgínia. Pouco se sabe sobre sua infância. Foi para Nova Iorque em 1898 tentar a vida de bailarino. Em 1929 - trinta e um anos após sua chegada! - os críticos da cidade finalmente tomaram conhecimento dele. Foi contratado pela produção do show Blackbirds para apresentar um numero que, mais tarde, virou sua marca registrada, subindo e descendo uma escada ao som da musica Doin’ The New Low Down. Tinha então 50 anos. No show Brown Buddies ele foi o primeiro negro a conseguir um papel principal na Broadway.
Em 1932 foi para Hollywood onde liderou o primeiro casal interracial da historia do cinema americano, contracenando com Shirley Temple, então com sete anos de idade (The Little Colonel, 1935). A dupla se deu tão bem que gravou mais três filmes juntos: Hooray For Love, The Littlelest Rebel e Big Broadcast of 1936.

Ao todo, Bojangles gravou 14 filmes. Bem que Eleanor Powell, para muitos a maior sapateadora da historia hollywoodiana, quis dançar com ele na tela mas para nossa infelicidade as leis da época não permitiam que um negro contracenasse com uma mulher branca (a não ser uma criança).
Entre as gravações, era atracão frequente no Cotton Club, o famoso club de Nova Iorque, sem contar os shows da Broadway e inúmeras aparições como convidado de honra em vários tipos de eventos sociais. No auge de sua carreira, Bojangles chegava a ganhar US$ 6500,00 por semana, uma quantia astronómica para a época. Mais gastava mais ainda. Doava muito dinheiro aos pobres. Morreu em 1949, aos 71 anos, coberto de glorias e endividado.

A contribuição de Bojangles para o sapateado é muito especifica: ele o levou para a “meia ponta”. Ate então, os “hoofers” dançavam com o pé inteiro no chão. Bojangles trouxe leveza, clareza e ritmos ainda desconhecidos dos seus contemporâneos. Bem como na tradição dos hoofers, não usava muito os braços, mas cada som que produzia era preciso, ritmicamente perfeito. Dançava com um carisma irresistível e conquistava qualquer público sem grandes esforços aparentes.
É a genialidade desse grande artista, tanto a de seus passos quanto a de seus coragem para enfrentar a sociedade americana racista do inicio do século que é lembrada a cada ano na ocasião do Dia Internacional do sapateado.

Copyright: Steven Harper. Use créditos se for reproduzir esse texto, em parte ou na sua totalidade.

  • criado por  Steven Harper criado por Steven Harper
  • Postado em 17:29:58

John Bubbles, o maior ritmista de todos

categorias: historia, biografias

"Você esta machucando o piso!" gritaram Eddie Rector e Dick Wells ao expulsar John "Bubber" Sublett do Hoofers Club, o famoso clube onde os melhores sapateadores se encontravam para enfrentar-se em desafios antológicos. Nem todo mundo na sala era fera: tinha muitos jovens lá, sentados num banco lateral, mas a regra do lugar era que se um mestre dançava, os "noviços" ficavam sentados e calados até sua saída. Só então eles podiam se levantar e tentar recriar os passos do mestre. Se aventurar na presença do bacana era considerado uma afronta, ou um desafio. O aconselhado era então estar a altura de suas pretensões ... ou ser expulso. Humilhado, "Bubber" pegou o próximo trem para Califórnia.

Estávamos em 1920. Mal podiam os feras imaginar que, apenas dois anos mas tarde, o mesmo pisaria de novo na sala, transformado, de pés afiados, pronto para desafiar qualquer um. Seu sucesso foi imediato e um novo rei coroado.

John Sublett nasceu em Louisville, Kentucky. Com 8 anos, desenvolveu uma versão de "Walking the Dog" (literalmente "passear com o cachorro", uma dança popular na época) com uma de suas sete irmãs. Com 10 anos, juntou-se a Ford Lee "Buck" Washington e formaram a dupla Buck and Bubbles (Sublett trocou seu nome mais tarde e passou a se chamar oficialmente John W. Bubbles). Bubbles cantava e Buck tocava piano. Incrementaram sapateado quando Bubbles aprendeu a dançar, mas basicamente, ficaram com o mesmo show durante os próximos 20 anos!

Tocaram, cantaram e dançaram em centenas de teatros nos Estados Unidos, culminando na Broadway como convidados do show Broadway Follies of 1931. O segredo do sucesso da dupla, fora os extraordinários dotes de sapateador de Bubbles, era o humor. Já na entrada deles em cena, o público rolava de rir ao ver os sapatos grandes demais, as calcas longas demais no Buck e curtas demais no Bubbles. Ao tentar imitar um passo do Bubbles, Buck pisava no próprio sapato e escancarava-se no chão, levantando em seguida com ar de tédio para sentar no piano e tocar uma balada langorosa. Ao longo do show, Bubbles salpicava as letras das músicas com os passos mais difíceis, e Buck tentava imita-lo, com seu estilo excêntrico. O público urrava.

O estilo de Bubbles era nonchalant, como se estivesse desinteressado da própria performance, só que executava coisas incríveis. Gostava de uma música tocada bem lenta, quase como uma balada, o que o permitia dançar double time (duas vezes mais rápido que o andamento) e desenvolver assim uma riqueza rítmica até então desconhecida. Enchia seus ritmos de acentos inesperados feitos com heels, toe drops e uma grande variedade de cramp rolls. Ao mesmo tempo, desenvolveu uma série de giros e passos acrobáticos (flash steps) do maior efeito.

Bubbles não foi o primeiro a sapatear com músicas lentas mas a riqueza das suas combinações rítmicas e o uso que ele fazia dos heels e dos toes, com os pés trabalhando perto do chão em grande velocidade era invenção sua. Tanto Bojangles dançava na meia ponta, enfatizando a precisão e a claridade de cada som, Bubbles ficava com o pé inteiro no chão, enfatizando os calcanhares em ritmos complicados. Essa forma de sapatear ficou conhecido como Rhythm Tap. Além de muitos sapateadores, influenciou também alguns bateristas de jazz e abriu assim a porta para a forma moderna de se tocar percussão no jazz (droping bombs, "largar bombas", é como os bateristas chamam um acento inesperado colocado com o bumbo em qualquer lugar do compasso, e não só no tempo como era de praxe).

Em 1935, Gerschwin convidou Bubbles para participar na primeira montagem de Porgy and Bess na Broadway. Mas tarde, em Hollywood, gravou Cabin in the Skies, Varsity Show e A Song is Born. Aos 62 anos, fez um comeback nos palcos de teatro. Morreu em 1967, aos 65 anos, de infarto. Um disco, Bubbles, John W., that is (Vee-Jay 1109), imortalizou alguns dos seus ritmos no vinil.

Bubbles faz parte, com Bojangles e outros poucos mestres, do restrito grupo de pessoas que, além de ter total domínio técnico dos pés, ajudaram o sapateado a desenvolver sua potencialidade máxima, criando estilos e escolas que até hoje influenciam qualquer profissional.



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  • Postado em 17:27:43

Um século de Fred Astaire

categorias: historia, biografias

"Quando fala-se em evolução da dança, sua história e filosofia, eu sei tanto quanto sei como um tubo de televisão produz uma imagem, isso é: absolutamente nada. Não sei como tudo isso começou, nem quero saber. Eu só danço.”  (de Steps in Time autobiografia de Fred Astaire).

Fred Astaire teve uma carreira estonteante que estende-se sobre mais de oito décadas. Com seu incrível talento, teria tido sucesso em qualquer lugar do mundo e em qualquer época mas, para nossa felicidade, teve a boa sorte de crescer artisticamente numa época de criatividade incomum, numa convergência de grandes talentos no mundo do teatro musical americano, tanto na Broadway quanto em Hollywood. Nasceu Frederic Austerlitz Jr. no dia 10 de maio de 1899 em Omaha, Nebraska, filho do imigrante austríaco Frederic Austerlitz e de Johanna Geilus. O inicio da sua carreira deu-se muito cedo: aos cinco anos de idade foi escalado para ser o parceiro da sua irmã Adele. Acreditando no talento dos filhos, Johanna resolveu leva-los tentar a chance em Nova Iorque, enquanto o pai ficou em Omaha para assegurar a saúde financeira da família. Seus primeiros passos profissionais se deram no teatro de Vaudeville, e o sucesso não demorou muito a aparecer. Nos anos 20 a dupla Adele/Fred tornou-se presença inevitável na Broadway e estrelaram onze musicais. Com sucessivas turnês e temporadas em Londres, tornaram-se também amigos íntimos da família real inglesa. Em 1931 Adele aceitou o pedido de casamento de Lord Cavendish e trocou o show business para uma pacata vida num castelo na Irlanda. Fred, sem partner, tentou sua chance em Hollywood, que nos anos 30, com o advento do cinema falado, estava descobrindo o potencial dos musicais. O resto é história: reinou absoluto nas preferências do publico durante três décadas e quarenta e dois filmes, um currículo ao qual ninguém chegou perto.
Sua contribuição aos musicais hollywoodianos estende-se além de seus geniais rodopios: ao insistir que sua coreografias sejam filmadas de corpo inteiro e sem cortes, deu um empurrão decisivo na arte de filmar a dança nos musicais. Antes, os diretores sempre faziam retalhos das cenas de dança, filmando primeiro o bailarino, depois os pés dele, passando em seguida para seu rosto sorridente ou para uma mesa com pessoas aplaudido no meio do número. Com Astaire, era tudo ou nada e pela primeira vez o publico sentia-se envolvido na coreografia, não só mero espectador. Também, através da sua técnica, imaginação e perfeccionismo, ele elevou o patamar de qualidade dos números de dança a níveis antes nunca imaginados.
Astaire é o perfeito exemplo da máxima “o importante não é o que você faz, mas sim como você faz”. Trouxe para o sapateado seu estilo gentleman, afável e jovial, seu perfeccionismo, seu domínio da dança de salão, do deslocamento no espaço e sua idéias geniais. Nunca repetia passos. Cada coreografia tinha que ser absolutamente nova e apresentar ideias originais (para isso contava também com a ajuda providencial de Hermes Pan, seu braço direito e o dance director de quase todos os filmes). Podemos assim desfrutar de cenas antológicas onde ele faz um cabideiro ter vida própria, sobe dançando pelas paredes de um quarto, escorrega no salão de um navio que balança ou joga golf ao mesmo tempo em que cria ritmos com os pés.
Astaire era uma estrela de primeira grandeza, e o que o levou ao estrelato não foi somente o sapateado mas sua habilidade artística geral, sua genialidade como bailarino, coreógrafo, ator, musico, cantor, combinada com sua personalidade forte e marcante. Ele é quem mais divulgou a arte do sapateado no mundo, levando milhões a identificar a arte com sua figura, mas não foi o melhor sapateador da historia. Não podemos esquecer que na mesma época existia o Bojangles, os irmãos Nicholas, John Bubbles, Baby Lauwrence ou Honi Coles, todos eles exímios sapateadores, cantores e atores, mas todos negros, e consequentemente sem chances de atingir o mesmo patamar que Fred na industria cinematográfica discriminatória da época (um galã negro era impensável). Ele mesmo não considerava-se sapateador puro, tanto que, na Fred Astaire School of Dance, uma rede de escolas de dança que inaugurou nos anos 70, só se ensinava  .... dança de salão
Seu estilo era diferente dos outros. Ele mesmo o define como “outlaw” (fora da lei, dos padrões). Incorporou muitos elementos de sua eclética formação, sem se deixar prender a nenhuma. Não aceitava que alguém lhe dissesse que não podia fazer “isso ou aquilo”, com a desculpa de que não era estilisticamente “correto”. No final, ganhou o respeito de todos. O grande George Ballanchine, quando perguntado quem era na sua opinião o maior bailarino da história apontou sem piscar: "Fred Astaire". Mais que qualquer pessoa antes ou depois dele, tornou a dança interessante e atraente para milhões, no mundo inteiro. Demonstrou com uma forca irresistível que dançar não é somente uma atividade maravilhosa, mas também estimulante, romântica e sedutora.
Apesar da sua voz fraca, Astaire teve também um papel fundamental na história da música popular americana. Sua interpretação e musicalidade, combinadas com coreografias marcantes fizeram com que hoje mais de trinta músicas sejam imediatamente identificadas pelo publico com sua figura. George Gerschwin, Cole Porter, Jerome Kern e Irving Berlin, foram só alguns dos compositores que criaram musicas especificamente para ele.
Em 1959 aceitou o convite para dirigir e produzir um especial de televisão, no qual gozaria de carta branca para fazer o que quiser. Chamou Hermes Pan, que lhe apresentou a jovem bailarina Barry Chase. O resultado foi “An Evening With Fred Astaire”, cujo enorme sucesso levou a realização de mais dois programas em 1960 e 61. A série arrematou mais de quarenta prêmios. Depois disso, Astaire só aceitou convites para atuar, e não mais dançar. Em 1981 a American Film Institute conferiu-lhe o “Life Achievement Award”, um prêmio especial para o conjunto da sua obra. Fred Astaire morreu em paz, aos 88 anos, no dia 22 de junho de 1987, na sua casa em Beverly Hills, Los Angeles.

 

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  • Postado em 17:21:18