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Terra Blog

22.10.07

Cia Vatá, Valeria Pinheiro

A seção 'destaque brasileiros' apresenta o trabalho de alguns sapateadores atuantes no cenário cultural profissional do país, com espetáculos já estreados e atuação regular. Por ser uma seção em constante construção, a lista nao é exaustiva.

Depoimento

Há mais de 20 anos venho dedicando minha vida artística a fazeres que envolvem pesquisa acadêmica, pesquisas in loco e realizações de espetáculos, no universo das tradições e manifestações populares do Brasil.

Cearense filha de sertanejo me criei nesse universo, onde as danças e “sapateados” feitos pelo meu pai, um Mestre de reisado, me imprimiu um acervo musical e corporal que me empurra ainda mais pra o universo fascinante das tradições do meu país.

Formei-me Engenheira Civil pela Universidade Federal do Amazonas / Universidade Federal do Ceará, e, me descobrindo artista, senti necessidades de migrar pro eixo Rio - São Paulo, para me aproximar ainda mais de informações preciosas que infelizmente, ainda não nos eram possíveis em meu Estado. Entre o ser Engenheira Civil e o ser Artista, larguei a prancheta e me dediquei de corpo e alma a minha dança. Passei cerca de 18 anos no Rio de Janeiro, onde fiz mestrado em Análise de Sistemas e paralelo a isso me infiltrei no cenário artístico, coreografando, dirigindo ou produzindo e pensando arte.

Foi no Rio de Janeiro, onde primeiro fiz minha pesquisa, de forma mais acadêmica, isso se deu nos morros, mergulhando no universo do samba, e desde então me aproximar, viver e colher o melhor dos Mestres das Tradições ditam o meu tempo e minha história artística.

Em 1994, fundei a Cia. Vatá no Rio de Janeiro, que dentro do cenário artístico carioca fez vários espetáculos e foi merecedora de importantes prêmios, entre eles o Prêmio Coca-Cola de teatro jovem e o Prêmio APETESP da academia paulista de artes cênicas.

Em 2000, a convite do Professor Flávio Sampaio, na época diretor do Colégio de Dança do Ceará e representante legal da área de dança da Universidade Gama Filho - Ceará no departamento do curso superior em Dança e Coreografia, mudei de residência e voltei às minhas raízes no Ceará, deixando no Rio uma companhia que já andava sozinha e já pertencia ao meio artístico com raízes calcadas no trabalho conquistado ao longo de todos esses anos.

Entrei para o Colégio de Dança do Ceará e terminei meu curso de graduação como coreógrafa e já ministrava aulas na Universidade Gama Filho, pioneira no Ceará no curso superior em dança e coreografia.

Resolvi retomar minha Cia. Vatá, e através de audição, constitui um corpo de bailarinos genuinamente cearense. Começamos essa nova jornada, e em outubro de 2000 já estávamos com nossa primeira produção em cartaz em Fortaleza, “Brasil de Todos os Ritmos”, que mereceu representar o Ceará / Brasil na EXPO2000 em Hanôver na Alemanha, prêmio esse patrocinado pelo Governo do Estado do Ceará em parceria com a Embaixada brasileira na Alemanha.

Seguimos nossas pesquisas e investigações e produzimos em 2001 “Bagaceira”, o primeiro espetáculo de uma trilogia onde o universo pesquisado é o corpo provindo das matrizes tradicionais e folguedos nordestinos. O espetáculo ganhou dois importantes prêmios: Em Cena Brasil - 2001 (Ministério da Cultura e Funarte) e o Prêmio de Incentivo às Artes Cênicas, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará. O espetáculo nos colocou no mercado nacional e internacional, circulamos pelos principais teatros do Brasil e participamos do II New York Tap Festival,  em julho de 2002.

Começamos a nossa pesquisa em meados de julho de 2002, e de lá pra cá, o universo pesquisado nos deu subsídios que compuseram as matrizes corporais e rítmicas do segundo espetáculo da trilogia. Em dezembro de 2002, tivemos a feliz notícia de termos sido aprovados pelo Projeto Petrobras de artes cênicas. Essa notícia nos avalizou para seguirmos as nossas pesquisas a cerca do corpo ritualístico, e visitamos vários municípios do Ceará, Pernambuco, Goiás e Bahia em busca de maiores informações que serviram de mote no universo do qual falamos em “Bagaceira, a dança dos Orixás”.

Circulamos pelos principais festivais de dança contemporânea do Brasil (Festival Dança Brasil, Festival Migrações, Festival de Inverno de Campina Grande, IV Bienal de Dança do Ceará) além de fazer uma turnê por Nova York, Montana e Chicago, nos Estados Unidos.
A parceria com a Petrobras nos proporcionou formar uma equipe de criação para esse espetáculo com os principais nomes do nosso Estado, como: o grande artista plástico e escritor cearense Descartes Gadelha na pesquisa acadêmica, André Scarlazzari no cenário, Ruth Aragão nos figurinos, Fernando Peixoto e Walter Façanha na luz, e Paulo Amoreira na programação visual.

‘Bagaceira, a dança dos Orixás “ em sua composição e apresentação gráfica, nos coloca em patamares nunca alcançados por uma Companhia de Dança de nosso Estado. A credibilidade junto às empresas cearenses e nacionais aumentou ao longo desses últimos 4 anos, e acreditamos ser possível continuarmos em parceria com o governo do Estado do Ceará e empresas cearenses que vêm apoiando a dança no Ceará.

“Bagaceira, a dança dos Ancestrais” encerrou a trilogia e já percorre uma trajetória de sucesso.  Nossas mentes e corações estão agora voltados pra “Caçadores de Pipa”, espetáculo que nos fez viajar pela história do samba no Brasil, seguindo a trilha da diáspora do negro no Brasil.

Caçadores de Pipa
O projeto “Caçadores de Pipa” é mais um espetáculo a juntar-se ao repertório da Cia Vatá, que celebra o resultado de vários anos de pesquisas dentro dos ritmos e danças da tradição brasileira.

Nele abordamos o corpo no samba e suas influencias dentro das manifestações afro-brasileiras, seguimos esse corpo pesquisando a diáspora do negro no Brasil, com embasamentos calcados em pesquisas in loco, e um recorte para o corpo nas manifestações dos ritmos, danças e crenças no universo afro-brasileiro, tendo como foco o samba e suas influências em ritmos tradicionais nordestinos.

A concepção do texto e música foi baseada em pesquisas da história do samba, onde a mitologia recortada desse universo é apresentada através do corpo e no uso de onomatopéias, o ritmo e os sons dos sapatos de sapateado recriam o “Semba” e as fictícias ladeiras da baixa do sapateiro no cenário, trazem á tona a sensualidade desse corpo que originou a marca do Brasil tão conhecida do mundo: o samba.

Nessa fase tivemos a participação preciosa do coreógrafo baiano radicado em Miami-EUA, diretor da International Florida University, Augusto Soledade, que tem como mergulho principal de sua obra a cultura afro-brasileira.  Essa contribuição foi de enorme importância pra nossa obra em geral e em especial pra construção desse novo trabalho.

“Se a memória é conhecimento, a construção de uma proposta estética tem em nós uma possibilidade de resgate dos valores impressos em nossos corpos através da cultura. Em cada fragmento de corpo está a estrutura do todo. Conhecer o que nos torna parte singular desse todo é compreender melhor a verdade do nosso corpo. Entendemos, no entanto, que não há a possibilidade de fuga dessas impressões de espaço, ritmo e lugares que nos permeiam e formam” (Eugênio Barba).


Contato:
085-3219-4939 (Café Teatro das Marias e residência Cia. Vatá)
Email: valtaper@oi.com.br


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  • Postado em 16:24:14

No Baixo do Sapateiro

A seção 'destaque brasileiros' apresenta o trabalho de alguns sapateadores atuantes no cenário cultural profissional do país, com espetáculos já estreados e atuação regular. Por ser uma seção em constante construção, a lista nao é exaustiva.

 

Bruce Henri e Steven Harper - No Baixo do Sapateiro
Um contrabaixo e um par de sapatos de sapateado.
Um duo eclético num show elétrico.

No Baixo do Sapateiro é o encontro de um contrabaixo, um par de sapatos de sapateado e seus respectivos mestres: Bruce Henri e Steven Harper, dois americanos que depois de passarem anos na Europa, tornaram-se “cariocas”.

Esta aproximação cênica inusitada evoluiu numa parceria inspirada na busca do entrosamento perfeito, da dinâmica musical, da virtuosidade, do improviso e do humor.
Por certo o sapateado constitui a trama do espetáculo, mas um largo espaço é deixado à expressão musical pura, ao canto, à percussão e à comédia. Enquanto Steven dança, desliza sobre areia jogada no chão, canta ou bate palmas, Bruce esfrega, puxa e faz as cordas do seu contrabaixo vibrarem, declama ou canta rap, quando não se lança num tango onde o instrumento vira seu improvável parceiro.
O repertório navega alegremente entre o jazz de Sony Rollins, Chick Corea e Charles Mingus, o blues de Robert Johnson e Keb Mo’, a música brasileira de Villa Lobos, Jackson do Pandeiro, Pixinguinha e Ernesto Nazareth, e até os Beatles.
O duo apresenta um programa que oferece amplo espaço para desenvolver as surpreendentes possibilidades acústicas e as riquezas rítmicas de seus instrumentos. Steven Harper e Bruce Henri apresentam uma parceria sólida e madura que desde 1997 vem conquistando numerosas platéias no Brasil, Argentina, Paraguai, Estados Unidos, França, Suíça, Alemanha e Holanda.

Critica 
O resultado de tanto cosmopolitismo é uma incrível dupla que oferece um cuidado espetáculo tanto na perspectiva musical quanto cênica” (…) Os sapatos de Harper (…) constroem um universo rítmico em cada número e emitem as ordens que o resto do corpo cumpre em perfeita sintonia. Não existe nenhum movimento fora do lugar. (…)
O espetáculo sempre mantém a mesma dose de equilíbrio.Bruce Henry consegue que as possibilidades sonoras do contrabaixo sejam mais que suficientes na hora de conceber as melodias. Frenética performance do instrumentista e compositor, que passeia sua mão esquerda a uma velocidade incrível e sempre obteve o que estava buscando.(…)
O humor, o swing, as boas execuções, o talento e a improvisação baseada num férreo trabalho conseguem um espetáculo que, longe de cansar, mantém a expectativa do público ao longo de 80 minutos.”
Cecilia Cordoba, La Voz Del Interior, Córdoba (Argentina)

Steven Harper
Sapateador, professor, pesquisador e coreógrafo, dedica-se a difundir a técnica do sapateado americano e à descoberta de novos horizontes para essa arte. Residente no Rio de Janeiro desde 1991, teve um papel central no desenvolvimento do sapateado no Brasil, onde é uma figura requisitada nos palcos e nas salas de aulas.
De nacionalidade americana, leciona regularmente nos Estados Unidos e na Europa, onde viaja com freqüência. Já dançou em palcos na Argentina, Paraguai, Estados Unidos, França, Holanda, Bélgica Alemanha, Israel e Suíça, onde foi o primeiro sapateador convidado do Festival de jazz de Montreux. Em 2002, dançou na noite All Stars do New York City Tap Festival.
Projetou-se no Brasil pelo seu trabalho com o contrabaixista e cantor Bruce Henri e por outras parcerias artísticas musicais, notadamente com os bateristas e percussionistas Robertinho Silva e Simone Soul. É regularmente convidado especial da UFRJazz Big Band, do maestro José Rua e do projeto “Carlos Malta e o Pife Moderno”. Dirige também sua própria companhia de dança, ensina sapateado no Centro de Artes Nos da Dança e no Centro de Movimento Debora Colker, no Rio de Janeiro, organiza o anualmente o evento Tap in Rio e é representante no Brasil da International Tap Association, organização sediada nos EU. É um showman experiente, que já atuou na mais diversas situações.

Bruce Henri
Contrabaixista, cantor, arranjador e compositor, Bruce nasceu nos USA e cresceu na Europa. Estabelecido no Brasil desde os anos setenta, é um dos mais respeitados músicos em seu instrumento, passeando livremente entre o Jazz e a música Erudita contemporânea. Já viajou pelo Brasil, Europa, e Japão como músico de Quarteto em Cy, Ney Matogrosso, Gilberto Gil, Fafá de Belém, e outros. Apresentou seus próprios trabalhos nos festivais de Jazz de Montreux, Avignon, Zurich, Lausanne, além de Nova Iorque, Buenos Aires, Lisboa, e capitais do Brasil, deixando entrevistas em programas de televisão. Músico requisitado no mundo das atrações de dança, já se apresentou junto com importantes artistas como Carlinhos de Jesus, Steven Harper, Jimmy Slyde, Brenda Buffalino e o American Tap Orchestra, Van “The Man” Porter, e Backaari Wilder
Além de seu trio com o qual se apresenta regularmente no Rio de Janeiro, Bruce atua com o sapateador Steven Harper. Em duo eles encenaram o espetáculo Jungle Tap, que desde sua formação há dez anos em 1997, foi apresentado em todo o Brasil, Argentina, festivais de dança e de Jazz em Nova Iorque e na Suíça, várias vezes na Holanda e na França, programas de televisão e radio etc.
Atualmente dedica-se a um trabalho pioneiro titulado “Villa’s Voz”, projeto multimídia com música, dança, e vídeo, contemplando a obra do maestro Heitor Villa-Lobos de uma perspectiva contemporânea jazzística, através da criação de arranjos próprios e transcrições inéditas para quarteto de Piano, Contrabaixo, Bateria, e Violino.

Imagem: Jungle Tap no Festival de Jazz de Montreux, 2000

Contatos:
Produção: aline@burburinhocultural.com.br  
Steven: stevenharper2@gmail.com  
Bruce: brucehenri@gmail.com  

 

  • criado por  Steven Harper criado por Steven Harper
  • Postado em 11:55:56

Cia Steven Harper

A seção 'destaque brasileiros' apresenta o trabalho de alguns sapateadores atuantes no cenário cultural profissional do país, com espetáculos já estreados e atuação regular. Por ser uma seção em constante construção, a lista nao é exaustiva.

 

A linguagem desenvolvida pela Companhia Steven Harper situa-se na fronteira entre a dança e a percussão. Explora ora o universo do corpo musical ora da música em movimento, do bailarino que participa do que o público ouve, que entende com os ouvidos o que seus olhos vêem. O sapateado americano é uma das ferramentas principais da companhia, apresentado de forma contemporânea e brasileira, buscando um novo caminho, códigos reformulados, referências modernas, enfim, uma forma de apresentá-lo que sai dos seus moldes habituais. Assim, é uma companhia de dança contemporânea que têm seus meios de expressões principais o sapateado, a percussão corporal, o uso da voz e os instrumentos variados em cena, tocados pelos integrantes.

Em 'Sincopizante' e 'Sensorial', a Cia desenvolveu uma parceria criativa com o coreógrafo de dança contemporânea Mário Nascimento, resultante em espetáculos de linguagem inovadora e investigativa, de busca do som produzido pelo corpo que dança. Assim, o espetáculo 'COMBO' vem sintetizar todo essa pesquisa de linguagem já amadurecida da Cia Steven Harper.

A companhia integrou de 2003-2005 o Programa de Subvenção à Dança Carioca da Prefeitura do Rio de Janeiro. No Rio, a Cia fez duas temporadas de ‘Sincopizante’ (teatro Cacilda Becker, sept 2002 e fevereiro 2003), uma com ‘Sensorial’ (Teatro Carlos Gomes, sept 2004) e duas com ‘Combo’ (Teatro Cacilda Becker, set 2006 e Teatro do Jockey, Out 2007). Ainda participou de eventos importantes, como o New York City Tap Festival, o Encontros de Dança, do SESC RJ (festivais de Inverno de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo), e apresentou-se em São Paulo, Recife, Corumbá, Araraquara e Cabo Frio . Na sua edição de maio/junho 2005 a revista Dance Spirit (USA) destacou a Cia Steven Harper num artigo intitulado "5 companhias fazendo impacto na cena internacional".

Ficha Técnica
Concepção e direção Steven Harper
Assistente de direção Adriana Salomão
Coreografia Mário Nascimento, Steven Harper e bailarinos da Cia
Bailarinos 
Ana Fucs, Alice Fucs, Adriana Salomão, Bruno Barros, Munique Mattos e  Steven Harper
Desenho de luz Deise Calaça
Som Luis Cruz (Gugu)
Figurinos Valéria Martins
Pesquisa musical e montagem Steven Harper
Fotos Bruno Castaing e Mauro Kury
Produção Burburinho cultural

Crítica:
“Inovar, transformar, atualizar, reler, abrasileirar, todos esses verbos podem ser conjugados no espetáculo Sincopizante da companhia de Steven Harper. Com absoluto timing de desenvolvimento e duração da apresentação, o bailarino, coreógrafo e diretor conseguiu, com a parceria contemporânea de Mario Nascimento, o que muitos não acreditavam: mostrar que o tap está vivo, que as modalidades de dança não morrem quando artistas talentosos e apaixonados se reúnem para revivificá-la. E mais, que qualquer modalidade de dança tomará, fatalmente, a cara do povo que a executa sem que, para isso, seja preciso reinventar a bicicleta ou enveredar por clichês. Porque, obviamente, ali está a técnica tradicional do tap. Técnicas são técnicas e são insubstituíveis sempre. Desconheço os princípios do sapateado mas o que vi, independentemente de por que meios se expressaram seus criadores, é um divisor de águas no gênero.
A participação de Nascimento revela, neste brilhante coreógrafo contemporâneo, uma maneira de entender a dança que não exclui, ao contrário, reúne, inclui. E provoca o desejo de que juntos produzam outros trabalhos. Creio que não estaria exagerando se sugerisse que Sincopizante fosse apresentado fora do Brasil. Até porque, não se trata apenas de fugir do convencional, mas de revelar uma técnica que, ainda que oriunda de outra cultura adquire aqui um sotaque tão próprio que talvez o espetáculo inexistisse em outro contexto.
A busca de uma linguagem moderna se concretizou plenamente no gestual, na iluminação, na valorização do formidável trabalho rítmico inerente ao sapateado, inúmeras vezes a serviço do nosso, igualmente formidável, ritmo brasileiro. Contudo, paradoxalmente, Harper e Nascimento parecem prescindir do próprio sapateado explicitamente. É a dança que prevalece o tempo inteiro.
A malandragem e a irreverência carioca assimilada por Harper é contagiante. Mas ele não está sozinho nisso. O elenco é impecável, as figuras são bonitíssimas, a unidade é absoluta. Adriana Salomão, Alice Fucs, Ana Fucs e o ótimo Bruno Barros, participam organicamente do espetáculo e contribuem de forma exuberante para o sucesso de uma temporada que, realmente, surpreende e redimensiona o tap no mundo da dança em todos os níveis, fazendo, inclusive, com que ele seja repensado nos cursos de dança oficiais, em geral.”
Eliana Caminada, Jornal Dança, Arte e Ação (RJ), Maio de 2003

Contatos:
www.ciastevenharper.com.br   
www.stevenharper.com.br  
Email Produção Aline Cardoso aline@burburinhocultural.com.br  
Email Steven: stevenharper2@gmail.com  

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  • Postado em 11:28:21

Cintia Martin, A poética do pé

A seção 'destaque brasileiros' apresenta o trabalho de alguns sapateadores atuantes no cenário cultural profissional do país, com espetáculos já estreados e atuação regular. Por ser uma seção em constante construção, a lista nao é exaustiva.

 

Unir a alma feminina, a música e a dança. Assim nasce “A Poética do Pé”, uma performance que reúne sapateado, elementos da poesia e fragmentos de texto do universo investigativo de Adélia Prado, Clarice Lispector, Hilda Hilst, e outras autoras.

A sapateadora Cíntia Martin - que também é escritora, sendo premiada por alguns prêmios literários por suas crônicas e poesias - viu nessa soma de linguagens artísticas a possibilidade de reunir no palco duas de suas paixões e apresentar algo novo para o público, podendo criar uma identidade nova para o sapateado. O movimento, aqui, antes de qualquer coisa, estimula sensações, sejam visuais ou sonoras e o sapateado cria uma música própria onde a percussão dos pés dialoga com as palavras.

O ator e produtor Marcelo Albuquerque, que juntamente com Stela Celano dirige “A Poética do Pé”, fala um pouco da proposta: “inicialmente a vontade era de poder estar divulgando mais a arte do sapateado no Rio para que mais pessoas tenham acesso, para movimentar um pouco mais essa modalidade e até estimular outras iniciativas. A idéia foi: novas formas de criação, comunicação e estímulos através do sapateado. Primeiramente resolvemos usar metalinguagem, colocando a sapateadora como interlocutora destas partituras verbais ou não, para isso criou-se um roteiro com uma estrutura poética onde vida e arte se relacionam e impulsionam a dança. A segunda idéia foi trabalhar a percepção do público que vê e se relaciona com esses estímulos. A relação é pessoal, individual e intransferível. Essa troca é a ‘combustão’ da proposta e esperamos que seja uma experiência prazerosa para todos.”



FICHA TÉCNICA
Roteiro: Marcelo Albuquerque (baseado em fragmentos, idéias e entrevistas de Adélia prado,Cíntia Martin, Clarice Lispector, Hilda Hilst, Lucianno Maza, Pablo Neruda e Viviane Mosé).
Direção: Marcelo Albuquerque e Stela Celano
Bailarina e Coreógrafa: Cíntia Martin
Iluminação: Renato Machado

CONTATO
Marcelo Albuquerque
malbuq@gmail.com
(21) 8858-4363

 

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  • Postado em 10:47:22

17.10.07

Cia Shuffle Trips

A seção 'destaque brasileiros' apresenta o trabalho de alguns sapateadores atuantes no cenário cultural profissional do país, com espetáculos já estreados e atuação regular. Por ser uma seção em constante construção, a lista nao é exaustiva.

Sobre a Cia. Shuffle Trips
A Cia. Shuffle Trips, de Araraquara/SP, foi criada em 2005 por Gilsamara Moura e a colaboração de garotos da periferia da cidade com o intuito de fomentar a pesquisa de sons tirados dos pés e de instrumentos. Desenvolver, pesquisar, estudar e participar de um projeto de sapateado mais ousado foi o grande estímulo do grupo. A Cia. Shuffle Trips tem trabalhado, ao longo de seis anos, de maneira independente e com apoio incondicional da bailarina e coreógrafa araraquarense Gilsamara Moura e de colaboradores como Steven Harper e Adriana Salomão do Rio de Janeiro.

Sobre o Trabalho Ritmos da Vida
Ritmos da Vida é um espetáculo de sapateado, ritmo, percussão, voz e dança que nasceu de um projeto social e que, através da juventude, bate o pé, toca tambor e reafirma sua existência como cidadão. As coreografias presentes no espetáculo, se apóiam no trabalho desenvolvido ao longo dos anos pela Companhia Steven Harper do Rio de Janeiro e adaptadas pelo renomado sapateador ao novo contexto. O espetáculo intitulado Ritmos da Vida tem, como objetivo central, apresentar a pesquisa da fusão da arte do Tap Dance, Dança Contemporânea, Hip Hop e da Percussão Brasileira e possibilitar ao público, momentos de troca de sensações e estímulos.

Sobre Gilsamara Moura - Direção
Gilsamara Moura é Doutoranda em Comunicação e Semiótica - Artes pela PUC/SP. Bailarina, coreógrafa e atriz, dirige o Grupo Gestus, a Cia. Shuffle Trips e o Centro de Dança, ambos em Araraquara/SP. Foi bolsista da Fundação Vitae como coreógrafa residente no American Dance Festival (1998). Apresentou-se na Alemanha, Argentina, Colômbia, França, EUA, México, Peru e Paraguai. Foi Presidente da FUNDART (Fundação de Arte e Cultura do Município de Araraquara) de 2001 a 2004 e, atualmente, é vice-presidente. Idealizou, implantou e é gerente da Escola Municipal de Dança “Iracema Nogueira”, um novo conceito no ensino da Dança Contemporânea e tem transformado Araraquara num novo pólo de Dança do Estado de São Paulo com iniciativas como Festival de Dança, o CDDD (Centro de Difusão e Documentação de Dança), Corpos Q Falam, Projeto Incentivo à Dança, Projeto DançaParaTodos, Oficinas Culturais, Projeto Inter Vias (fomento, incentivo e circulação de cias. profissionais de dança contemporânea do interior Paulista), entre outros. Membro da Red Sudamericana de Danza. Curadora convidada do RUMOS Itaú Cultural 2007 (SP). Palestrante convidada do Brasil MOVE Berlim 2007 (Alemanha). Curadora convidada do Teatro Itália-TD Teatro de Dança 2007 (SP).


Integrantes
Ana Karla Marconato
Diogo Motta
Fábio Costa
Geraldo Junior
José Paulo dos Santos
Márcio Amaral
Pablo Lozano
Thays Beretta

Contato
Rua Padre Duarte, 2313 – Centro
14804-310 Araraquara/SP/Brasil
55 16 3335-2657
gilsamara@techs.com.br
pablo.ciast@gmail.com

Ficha Técnica da Cia. Shuffle Trips
Direção: Gilsamara Moura
Coreógrafa: Thays Beretta
Assistente e Colaboradora: Érica Duarte
Técnico de Som e Luz: Marco dos Anjos
Secretários: Pablo Lozano e Leonice Moura

Crédito das fotos: Érica Duarte

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